De que o que se pressupõe é findado
Sem sentido, avariado
Por deixar margem a suporem
Algo que deveria ser mascarado
Supondo que ao supor sobre outro
Supõe-se a si mesmo
Pois enxerga no obscuro do alheio
Traços certos de sua face
Ao supor sobre o fim de uma saga
Pressupõe-se ela já finita
E se já finita, não mais suposta seria
Suponha que já conheces teu rumo
E lhe proponho que feche os olhos
Tente trilhar ao menos uma vez
Um mesmo caminho
Há no mundo apenas
Um ato de suposição verossímil
É aquele que ao olhar em outros olhos
E supor o que o outro corpo está sentindo
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