Ontem eu tomei um pé na bunda, sim, um pé na bunda, não tem como falar isso de uma forma delicada nem bonitinha, é um literal pé na bunda.
Após tentar de tudo, provar para uma pessoa o quão especial ela é, escrever carta, dar flor...todos já tem conhecimento do que ocorreu.
É o que me leva a pensar...se tudo era pra sempre...um namoro "pra levar ao casamento"...ops...acho que alguém estava mentindo quando olhou-me nos olhos e disse isso...
Estou cansada de me entregar a pessoas que não tem a menor noção do que fazer com um sentimento verdadeiro e sincero...assim como também cansei de ser "a garota diferente de tudo" que todos querem e sempre receber desilusão em troca de amor verdadeiro entregue.
Na verdade, após minha última desilusão (aliás, muito obrigada por ter feito eu me sentir a pessoa mais idiota do mundo, ainda não agradeci por isso) vou tentar me focar em outras coisas...coisas comuns e sem graça, como trabalho e faculdade...aos fins de semana uma balada ou outra só pra não perder o costume, ou talvez para me transformar logo de uma vez no que dizem eu ser...sei que é mentira e não vou fazer isso, mas como é confortante escrever isso...
É incrível como as pessoas definem a palavra "HISTÓRIA", um aluno bem ensino rende ótimos frutos dilaceradores (nota aos professores de história, sim, eles tem uma importância fundamental na formação do caráter de alguém)
É incrível também a capacidade que o ser humano tem de se transformar exatamente em tudo que um dia repudiou e julgou errado...as vezes as pessoas me chocam de uma forma quaze irremediável...mas enfim, agora não faz a menor diferença...
Fico assustada de como conseguimos sentir muitas coisas em um espaço bem curto de tempo por uma pessoa....amor, raiva, ódio, mágoa, indiferença...acho que indiferença é o que mais me define por hora...indiferente...morto, vivo, preto, branco, grito, silêncio, presença, ausência, existência...estou indiferente e acho que isso é um ponto positivo, pois se há ainda a mágoa, a necessidade de olhar nos olhos de alguém e falar um zilhão de coisas, existe ainda uma chance de perdão, reconciliação, ou talvez um singelo "eu te desculpo"...quando há a indiferença não existe essa chance...tanto faz o que senti ou sinto agora, não importa e não muda nada no que somos hoje ou seremos amanhã...
É talvez a única chance de falar sobre o que estou sentindo e senti e deverei sentir daqui por diante, sem ter que abrir a boca, ou me deparar com um olhar que só pode me dizer "eu não sei o porque, nós não erramos, apenas não me sinto como antes...", e que me faz voltar a refletir sobre a veracidade de comentários anteriormente citados.
Achei por um instante que fosse o bastante o que ofereci, amor sincero, sorrisos e carinho incondicionais, mas não foi, o simples fato de você provar a cada segundo o quão importante alguém é na sua vida não influencia em absolutamente nada na decisão alheia, você será apenas um grão de areia no deserto, que vai se esvair a qualquer ato de vontade do outro, e essa vontade é tão intensa como o vento que sopra pra todas as direções, e com qualquer intensidade...
0 comentários:
Postar um comentário